Resistência ao manuseio e manutenção da segurança
A norma avalia se portas e janelas continuam funcionando e permanecem seguras após esforços que simulam o uso. O objetivo é identificar deformações, rupturas, desprendimento de peças e outros problemas que possam comprometer o produto ou colocar pessoas em risco.
Fonte: ABNT NBR 10821-2:2023, seções 6.2.4 e 6.2.5, páginas 15–18, e Tabela 3, página 11. Métodos referenciados na NBR 10821-3:2017.
Requisitos gerais
- 10.000 ciclos completos de abertura e fechamento, conforme o método aplicável (NBR 10821-3, Anexo D).
- Após o ensaio de ciclos, esforço de fechamento não superior a 50 N e de abertura não superior a 100 N, segundo a seção 6.2.4.
- Ausência de fissura ou ruptura de vidros, deformação residual acima do limite aplicável e falhas que prejudiquem componentes ou a estabilidade da esquadria.
- Em mecanismos com movimentos compostos, ensaiar todos os movimentos pertinentes à tipologia.
Cuidado: nos critérios da seção 6.2.4, a deformação residual está expressa em 0,4% do vão ou do comprimento livre do perfil, quando aplicável. Não confundir esta condição com o limite de deformação usado no ensaio de cargas uniformemente distribuídas.
Ensaios conforme o tipo de esquadria
A seção 6.2.4 associa as tipologias aos métodos da Parte 3:
| Tipologia | Resistência às operações de manuseio |
|---|---|
| Giro e pivotante | Esforço torsor (E), esforço vertical e deformação diagonal (F), fechamento brusco (M) |
| Projetante | Esforço torsor (E) |
| Tombar | Esforço torsor (E) |
| Basculante | Esforço torsor (E) |
| Correr | Esforço com um canto imobilizado (G) |
| Projetante-deslizante (maxim-ar) | Esforço torsor (E) |
| Sanfona (camarão) | Esforço com um canto imobilizado (G) |
| Guilhotina | Esforço com um canto imobilizado (G) |
Manutenção da segurança
A seção 6.2.5 aborda a integridade após os esforços previstos, incluindo verificações de ruptura, queda de componentes e arrancamento de partes. Entre as ocorrências admissíveis em condições específicas estão afrouxamento de componentes, deformações dos perfis e queda de elementos puramente decorativos, conforme o texto da seção.
| Tipologia | Métodos de manutenção da segurança |
|---|---|
| Janela de giro/pivotante | Arrancamento das articulações (H) |
| Porta de giro/pivotante | Impacto de corpo mole (N) e fechamento com obstrução (O) |
| Projetante, tombar e basculante | Arrancamento das articulações (H) |
| Janela ou porta de correr | Dois cantos imobilizados (I) e resistência à flexão (J) |
| Projetante-deslizante | Arrancamento das articulações (H) e flexão (J) |
| Sanfona | Dois cantos imobilizados (I), articulações (H) e flexão (J) |
| Guilhotina | Dois cantos imobilizados (I), flexão (J) e travamento da folha (K) |
| Persiana integrada | Para a folha, ensaio relativo ao movimento; para a persiana de enrolar, I e J |
Para portas de giro e pivotantes, a classificação do impacto de 180 J utiliza a Tabela 3: 1 impacto por sentido no nível mínimo, 2 no intermediário e 3 no superior. Esses métodos não devem ser confundidos com um ensaio de cargas de vento.
Preparação, ensaios e registros
As fichas Seção 8–9 da Parte 3 apresentam a sequência de métodos. Os detalhes de posicionamento, forças e tempos estão nas fichas dos anexos respectivos.
Avaliação de segurança
Falhas em componentes estruturais, mecanismos, fixações e vidros não podem ser julgadas somente pelo número de ciclos ou pela carga máxima aplicada. É necessário examinar as condições específicas dos ensaios e os critérios de aceitação aplicáveis ao tipo de esquadria.